Liubliana, Eslovênia, 21 abr (Lusa) - O comissário europeu para Ciências e Pesquisa, Janez Potocnik, defendeu nesta segunda-feira, na capital eslovena, uma maior utilização das ferrovias como meio de transporte preferencial de mercadorias e uma maior aposta nos automóveis menos poluentes.Na 2ª Conferência Européia de Pesquisa em Transportes Rodoviários, que está ocorrendo em Liubliana, o comissário ressaltou que o continente europeu deve apostar em um "sistema inteligente de transportes"."Isto significa maximizar a capacidade de transporte da rede rodoviária existente, melhorar as ligações entre diferentes tipos de transportes, otimizar os fluxos de tráfego, integrar soluções seguras e desenvolver novos meios de mobilidade para as cidades", defendeu, considerando que os meios preferenciais para levar mercadorias devem ser as ferrovias e o transporte marítimo.Posição semelhante manifestou Radovan Serjav, ministro dos Transportes da Eslovênia, país anfitrião do encontro e que preside a União Européia este semestre. Serjav chegou a sugerir a possibilidade de caminhões serem proibidos de percorrer grandes distâncias pelas estradas, impondo a utilização das alternativas.Além de defender o maior uso das ferrovias, Janez Potocnik admitiu que a aposta do continente em veículos menos poluentes pode trazer custos adicionais para os consumidores."Temos que fazer as coisas mais próximas do mercado", de modo que as novas soluções técnicas possam ser "usadas de forma mais massiva". No entanto, se essa nova tecnologia for "mais cara", não existe "outro remédio" que não manter a aposta, ainda que mais dispendiosa para os consumidores europeus, sustentou o comissário, que reclama uma "solução integrada" para garantir menos danos dos transportes ao meio ambiente."Temos de preparar uma resposta mais complexa, com uma aposta maior nas novas tecnologias" e será necessário "canalizar mais dinheiro para esta área", afirmou.Janez Potocnik lembrou que já foi aprovado um programa europeu que prevê uma redução em 25% das emissões de dióxido de carbono dos automóveis até 2012."Precisamos de carros mais verdes, seguros e inteligentes", disse o comissário, sublinhando que, para isso, é necessária a contribuição da indústria automotiva - investindo em pesquisas em áreas como "combustíveis alternativos, hidrogênio e células de energia".Mais de 200 pessoas, de 57 países, participam da conferência, na qual são apresentadas as mais recentes inovações tecnológicas para os transportes, com várias exposições de empresas e pesquisadores.
(Fonte: UOL)


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