Nova York - O preço do petróleo fechou perto das mínimas em duas semanas, numa sessão em que a venda generalizada de contratos de produtos básicos (commodities) fortaleceu o dólar, com o mercado à espera da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), amanhã. A perspectiva de retomada de produção em instalações que estavam paradas também ajudaram o petróleo a cair.
Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato futuro de petróleo com vencimento em junho fechou em queda de US$ 3,12, ou 2,63%, cotado a US$ 115,63 por barril - agora, o preço está 3,6% abaixo da máxima história de US$ 119,93 estabelecida durante a sessão ontem. Em Londres, o contrato futuro do petróleo Brent para junho caiu US$ 3,31, a US$ 113,44 por barril.
Outros contratos do complexo de energia também tiveram perdas acentuadas. A gasolina RBOB, que como o petróleo tem batido sucessivos recordes, caiu 3% nesta sessão e fechou em US$ 2,9392 por galão, no menor nível desde 16 de abril. O contrato futuro de óleo de aquecimento com vencimento em maio recuou 1,6% e encerrou em US$ 3,2465 por galão.
O dólar ganhou força porque a maioria dos participantes de mercado entende que o Fed cortará o juro básico americano em 0,25 ponto porcentual amanhã, para 2% ao ano, mas anunciará a suspensão do ciclo de cortes da taxa. Se isto ocorrer, a moeda americana tende a ganhar força; já as commodities, que têm servido de proteção nestes dias de desvalorização do dólar, recuariam.
"Um corte de juro amanhã enfraquecerá o dólar temporariamente, dando sustentação às commodities como o petróleo, mas isto no curto prazo", explica o corretor e analista Tom Bentz, do BNP Paribas. "É crescente a expectativa de que o ciclo de corte de juros está perto do fim. E uma correção (nos preços do petróleo) é certamente necessária", concluiu.
Além da valorização do dólar, o petróleo também recuou porque a petrolífera britânica BP informou que deve retomar, em poucos dias, as operações no sistema de oleoduto Fortis, no Mar do Norte. Na Nigéria, persiste uma greve em instalações da ExxonMobil, mas analistas estão otimistas e acreditam que a paralisação não terá vida longa. As informações são da Dow Jones.
(Fonte: UOL)


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